na pausa das entrelinhas

27 de julho (07) de 2021 Torres cinzento, com vento, com frio, um jeito novo de ser criança. Caminhei com a Ônix (minha peludinha), o vento nos sacudia, resistimos. Inverno de promessas e medalhas! (poucas medalhas, verdade – Ouro pro Medina, enfim! nosso sempre campeão.) Ítalo Ferreira no surf -, primeira jornada. Prata para a menina do skate, e o vôlei faz bonito! Vontade que o esporta reagisse, temos futebol, ou tínhamos. Eu me sito menina neste frio, memória de criança, tão bom!

Curioso! Outra vez Petrópolis, rua Vitor Hugo, a correr pelas calçadas. Lembro dos amigos, do Nilton Lerrer, do João Noronha, do Moacir, da Nádia, da Ana Maria, da Marlene, do Beto Franciosi, do Ibaeté, da Ciegé (será que se escreve assim?) das calçadas, das pedrinhas, das tampas de garrafa e das bonecas de papel. Das cartas. Dos cães. Lá em casa, dos jacarandás, das lareiras. O pai e mãe sempre tiveram/amaram cães, gatos, e gramado, e risadas, e montes de nós de pinho para os invernos que eram longos! E alegria. Obrigada. Hoje, com este frio cinzento eu me sinto agasalhada nas boas lembranças. Bergamotas, laranjas, e fazer a comida invernosa me faz voltar para ti, e tuas habilidades, descobertas na cozinha: quero panelas coloridas, quero beber vinho, quero ouvir música. Esquisitices da felicidade, encontrar os motivos para recortar as revistas, voltar aos livros. Escutar a passarinhada que se agita. Recado? Eu te gosto mais ainda, no silêncio, na pausa das entrelinhas, na tua voz perdida. Não importa. Eu agradeço esta felicidade ENORME de hoje. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2021 – Torres

4 comentários sobre “na pausa das entrelinhas

  1. Oi Beth!
    Gosto muito quando escreves sobre a Vitor Hugo.Eu também morei lá quando criança e guardo boas lembranças.Lembro dos nossos vizinhos que tinham nomes indígenas(não sei se a escrita está certa):Singé ,Taina,Ibaieté e a Içara. Adorava ver o pinheiro enorme de Natal coberto de enfeites de chocolate.Beijo

  2. O Bairro Petrópolis e a nossa rua Vitor Hugo foi significativa: nossa infância. Esqueci os nomes de muitos vizinhos. Bem na frente da casa deles, não sei escrever os nomes certos. O Ibaieté e a Içara regulavam comigo, a Sigié, (não sei se estou escrevendo certo), era a mais velha. Do outro lado tinha um chalé de madeira onde morava a Marlene e o Moacyr, tu lembras? Eu morei lá até os 15 anos… Também frequentaste o Tênis Club? Lembro dos chineses que foram nossos vizinhos, a Tinita e a Joyce (que era cega), e dois irmãos mais velhos…estudiosos e lindos! Ganhei várias caixinhas (preciosas) de música nos aniversários! E o aquele político, na outra esquina. O alemão que consertava caminhões, tu lembras? O Ney? Não fazemos bons registros, se não estão nos Diários esquecemos. Nossa vida numa Memória Coletiva. Obrigada Luiza por teres escrito. Beijo

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