Brinquedo esquecido no fundo do baú, no sótão, ou no porão. Alguém lembrou de guardar. E se nada disso aconteceu, as lembranças / os mecanismos internos o devolvem. Neste sonho eu com as duas irmãs: eufórica e dançando nesta visita mostro a casa, os espaços: as janelas majestosas, e o pequeno jardim. Sempre pequenos os meus jardins, mas floridos, cuidados e, de certo, mágicos, encantados, porque eu os desejo assim.
Amanhece cinzento. Um domingo cabisbaixo, desajeitado. Como será este novembro que prepara o dezembro. Noutros anos eu já me envolvia com fitas e surpresas. Este ano será aquele ano da verdade sem fantasia, apenas ela, e no despojamento a nudez será brilhante, festiva e erótica. Estaremos atentos aos pequenos trejeitos. Sempre o feitiço… Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2021 – Torres
