pessoal

Ir às comprar, florir a casa, pendurar roupas no varal. Arrumar/limpar, filosoficamente, a geladeira. Dezembro espiando. E sempre, sempre, te amar um pouco mais. Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2021 – Torres

O que era mesmo que eles queriam mandar ao diabo? A experiência. Aquela experiência pessoal, por cujo calor de terra, por cujo realismo, o Impressionismo se apaixonara há quine anos, como se fosse uma planta miraculosa. Agora, diziam que o Impressionismo era lânguido e confuso. Pediam controle da sensualidade, a síntese intelectual! Síntese para eles seria o contrário de ceticismo, psicologia, análise e dissecação, em suma, das tendências literárias dos seus pais. Até onde se podia entender, não falavam num sentido muito filosófico: o que compreendiam por ‘síntese’ era antes o anseio de seus jovens ossos e músculos desejosos de movimento livre, saltar e dançar, recusando qualquer estorvo da crítica. Quando lhes servia não hesitavam em também mandar a síntese ao diabo, junto com a análise e toda a reflexão. Então afirmavam que o espírito tinha de ser estimulado pela seiva da vida. […] Que palavras fantásticas usavam! Exigiam o temperamento intelectual intelectual. O estilo de pensamento rápido, que salta ao peito da vida. O cérebro afilado do homem cósmico. […] A reformulação do homem dentro do plano de trabalho mundial americano, através da força mecanizada. O lirismo aliado à mais imensa dramaticidade da vida. O tecnicismo, espírito da era da máquina.”[…] p.(p.287) Robert Musil O Homem sem Qualidades

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