quase nada

Nada nos segura, ou prende, não a vontade / nem o desejo: um impulso? Apenas desaparecemos, num repente, está resolvido. Viver pode ser esta meia mentira, ou uma verdade pela metade: uma ilusão, o desejo. Então, vez que outra me dou um beliscão. Cutuco o sonho. Evoluir é variar / reinventar. Uma crença / uma fantasia, a minha, qualquer coisa que escutei ontem, ou eu não ouvi…, pensei entender. E, timidamente, volto a escrever. Estou na sombra da vontade. Quase desaparecida! Tanta borracha passei naqueles riscos! Mas, te confesso, não apagou, então, como solução, fiz um colorido por todo o papel. Aquarelei. E para me reconhecer, tirei uma foto no espelho! Céus! Estou mesmo feito um mapa pontilhando as ilhas! Não é estarrecedor? Os livros, eles estão amontoados dentro da minha energia, navegam por mim/em mim, revivo. Sem espelhos. Agarrada no mediocre e forte cotidiano. É assim?

José Ingenieros : “Quando orientas a proa visionária a uma estrela, e desdobras as asas para atingir o tal rumo inacessível, ansioso de perfeição e rebelde à mediocridade, levas em ti o impulso misterioso de um Ideal.” Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2022 – Torres

Vives apenas devido a essa partícula de sonho que te sobrepõe ao real.

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