a esconder o susto, devagar

O que acontece dentro do coração, o que acontece nas beiradas do equilíbrio, as estranhezas do outro lado, apertam. Define, e depois colore…, e, as palavras se amontoam como sanduiche para gigante, sinto fome: as laranjas e as peras, as maçãs e o pêssegos se transformam em sucos e salada com maçãs. Colheradas de sorvetes, desejo um bolo quente, quem sabe amanhã eu acerto, e, neste silêncio de tarde consigo fazer, ou vou , outra vez, molhar os pés do mar…, o meu mar! Estou virada num esquisito bicho de praia rastejante? Tenho garras? Esfrego a casa, tiro a poeira insistente, faço a comida, molho as plantas e me surpreendo. Fantasiada com capuz e alpargatas, ainda cuido da minha peluda (hoje tomou banho, Celso poderia visitar, e, não se aborreceria). Em linha reta, arrumei minha cômoda: arejadas as blusas, dobradas. mil vezes o pano para carregar a poeira, lençóis limpos e o prazer acomodado. Aonde estou? Não sei. Se gostas de saber, mas bem acomodada. Dentro do teu bolso. Resolvo tudo ficando dentro do teu bolso. Que estejas bem. Eu te amo, devagar e confusa, eu te amo. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 20222 – Torres

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