vento quente

Verão como deve ser, verão. Calor, calor e gosto de sal, de mar superpovoado, e de asfalto quente. Não sei onde encontrar areia. Vento, ruas terrosas. Verde desorganizado, e mar: claro! O meu mar, a minha duna, o sal do meu corpo, o vento dos teus olhos. Posse, horrível! Assim! Quero o meu, o perto, o conhecido, o fotografado, então, bonito. Terapeuticamente acompanho/sigo/observo as buganvílias a explodir flores… Penso em vasos: folhagens. Tudo carregado de verde e cuidado amoroso! Não sei. Pode ser apenas imaginação. Imaginação de/para sobreviver, de viver entre eu e comigo: superlotada, transbordando e represada, azeda e os vasos floridos, e os galhos pendurados a bater nas vidraças. Vontade comprimida na dor do corpo. E o corpo? Não sei. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro cortando, 2022 – Torres

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