pedras que flutuam

História pendurada, amarrada em dificuldade emocional, travada. Mecanismo que prende ou recria a pessoa que és (ou eras/ quem eu sou), um sentimento atrapalhado. Coisa / fato atrapalhado / passado travado. Então, tomo decisões, deixo de fazer, de acontecer onde deveria estar. Como uma avalanche em tempestade o inesperado. Cobro uma dívida que o outro não sabe que tem, muito ambíguo. Quando eu me apercebo? Na hora de explicar isso ou aquilo, porque sim, ou porque não. O encolhimento, ou o tamanho das raízes. “Não posso me mover.” E o sofrimento, a dor maior cobre tudo. Inexplicavelmente se transforma: por dentro, por fora. Acolhe e rejeita ao mesmo tempo. Transborda e revoluciona. Surpreende como a guerra. Ataca e se esconde, justifica e segue… Elizabeth M.B. Mattos – março de 2022 – Torres

2 comentários sobre “pedras que flutuam

  1. Lindo demais… Texto sensível…de dentro. Vem carregado de listas e se nãos. Difícil se ver, se enxergar com generosidade…segue-se tentando.

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