frio de maio

Ah!, meu querido, meu amado: o frio, o danado deste frio em maio! Estou a te pensar completamente fora de hora, como este gelado outono! Atolada numa ausência de tantos anos! Poderia ter esquecido teus olhos azuis e tua magreza, tua boca e todas as tuas chegadas! Não, num repente de susto, estou a te amar, sem pudor. Sem o gosto da sopa, sem cinema, sem amigos, sem mundo, era o nosso mundo! Imagino: tu também deves fazer uso desta saudade que engole! Apenas nós dois! Nós, e o suficiente! Tu sempre estiveste no plural dos plurais! Eu não me importava, transbordavas ao chegar! Estou assim hoje, a te amar, tão bom! Claro, como tu, eu também transbordo / transbordei e amei / amo, tu sabes! Jeito de ser Elizabeth, na Beth, na Liza e na Elisabeth, assunto ortográfico foi sempre preocupação! Eu te contaria outra vez! Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2022 – Torres

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