instantâneos da velhice

Uma repassada pelas cartas, as escritas e as pensadas. Uma memória gelada num maio frio, a preguiça esquisita do tempo passando, tempo desanimado, impreciso, sem motivo. Escuto o som dos relógios, a música interrompida, o rádio não funciona. Tanta coisa não funciona! E deixa-se ficar no canto. Poderia ser tudo diferente. Eu quis assim, difícil. Batalha e guerra, e luta todos os dias. Por que a gente deseja o avesso do que está sendo ofertado? Tendo pensar como eu poderia me descrever pra me encontrar, por que escrever e não viver? Aonde estão escondidos os bailes, maravilhosos!? A renda, o cetim e o natural. Por que o mais difícil, o intrincado, depois de me deliciar no linho, nos bordados, escolher o perfeito do vestido, a bainha impecável? O que aconteceu? Que frio! Comidinhas no forno! E o vinho! Que delícia! Descobrindo os prazeres todos os dias! Fotografei! Não resisti, as bergamotas também, o feijão também! Pronto! desabafei! Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2022 – Torres – bem cinzento por aqui!

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