alerta

Apreender, fazer, ou recomeçar, ou mesmo iniciar qualquer pequeno gesto, requer paciência. E, eu me surpreendo entre sombras, cinzentos e claros, objetivos e subjetivos. Não quero ter medo de ousar. Ah! O medo alerta! Eu encolho. Narrativas, histórias, envolvimentos e sentimentos se renovam… Os mesmos ditos amores, amizades, ciúmes, revoltas ou acertos…, não. Nunca o mesmo, sempre novo. Não consigo estabilidade, surpreendente: soluções diferentes embora o incômodo, a decepção, o problema pareça ser o mesmo. Acordei outra… embora o momento do impacto, o maior e o menor estejam ao lado a exigir.  Não temos nada de heroico, ou fora do comum embora na hora de escrever fique mais séria, e logo comece a questionar tudo o que escrevo.  Caminho numa calçada ensaboada, estar atenta importa. No final, tenho necessidade de ternura. A ternura derramada, natural, não a compaixão, a ternura fácil. O absoluto. Então, esconder os problemas faz parte de uma estratégia. A exposição debilita, fragiliza: escrever é lançar pontes, pontes individuais, ouvir vozes. E, sublinho o indivíduo, e o estético. O universo estético pode nos arrancar do real. Enfim, ao escrever quero o leitor cúmplice. Decisões prosaicas, comuns, enfim, o que marca a pessoa do caminho entre dias luminosos, outro excessivamente opacos, ou tristes, outros estupendos. Estender as pequenas obrigações, como soldado seguir entre soldados, a paz das certezas coloridas, meio aos temporais. O mundo num todo remexe com meu mundinho, não é possível fechar as janelas, trancar a porta, tirar o som, escuto a respiração…Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Torres

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