invento a viagem

Se encontro a paixão, nada importa, fica tudo mesmo como o diabo gosta, na correnteza do rio. O dia sombrio dentro do sol. O sol se esconde atrás da cômoda, das cortinas, espia.

Se o tédio me agarra, o desânimo avança, volto à rotina, ao fazer consequente. Arrasto os chinelos. E neste pensar encontro o motivo, o viés… Sair para a calçada da rua Vitor Hugo, sentar no meio-fio a esperar as gurias. Logo, animada, levanto e vou preparar o jogo, risco a pedra, vou desenhar a amarelinha… Invento uma flor. E os jacarandas copados espalham a sombra. Elizabeth M.B. Mattos – dezembro de 2022 – Torres passeando por Porto Alegre.

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