
Todas elas, todas nas prateleiras, ordenadas, intocáveis… Assim são as potecialidades e os desencontros. Se não atravessamos a rua, não apertamos a mão, ou damos um beijo, ou entragamos a flor ou … Ficamos intocáveis, ausentes, transparentes.
É preciso fazer um gesto, ou memoraziar uma conjugação no modo indicativo subjuntivo, entender os diferentes futuros. É preciso me concentrar, não alterar a voz, nem gritar, nem ensurdecer.
Não bastam as flores

Não basta a música, nem fechar as portas…
Um esforço, um mínimo esforço para chegar na paz e tocar o céu… Toda a fluidez, qualquer azul, qualquer cinzento, com estrelas, sem estrelas.
Preciso entender o mar que vai e vem, e se movimenta, irritado, ou manso, vai e vem… Sempre o mesmo, tão diferente… E estou fechada no quarto, com a janela fechada. Sem conexão, no escuro, sentada na beira da cama, sem chorar… É preciso, então, chorar. Elizabeth M.B. Mattos – abril – 2023 – Torres