“[…] os entes humanos, no mundo inteiro, continuam mais ou menos o que eram há cinco ou sete mil anos atrás.” (p.73)
Quanto mais intelectuais somos, tantos mais livros lemos, e adquirimos conhecimento e nos tornamos altamente perspicazes, dialéticos. Erguemos uma muralha, atrás da qual nos abrigamos. Somos emotivos, tornamo-nos muito sentimentais, queremos prestar serviços, entregar-nos de corpo e alma à reforma social, influir em outros, tentar guiar, ajudar e transformar a sociedade. Tudo isso é superficial em extremo. Como se explica que os entes humanos, após tantas experiências de guerras e constantes batalhas, tanto no interior como no exterior, com todas as aflições e sofrimentos que acarretam, física e psicologicamente, como se explica que os entes humanos continuem a viver superficialmente?” (p.74) Krishinamurti – o mistério da compreensão