sigo rastros, repito as trilhas / como fizeram ( eu acho ) meu pai / minha mãe / tios e amigos / fotografo cada instante / as frutas / os livros empilhados num lado da mesa, ou no canto da poltrona. estantes abarrotadas… ou as frutas. vou espiando / sigo passarinho nos meus jasmins… a chuva. coloco na memória doenças, alegrias passadas… a vida de ontem, de antes se mistura assim aos sonhos com amanhã: os mil anos que eu quero viver / lembrando Garcia Marques / amarrada num carvalho a ver o mundo indo e voltando, eu ficando. uma droga ter certeza que o hoje tem limite… o ontem também, amanhã deve ter também. Elizabeth M. B. Mattos – maio com chuva e frio, sem veranico – 2026 – Torres



