despreocupada alheada deslumbrada e entregue

…acontecendo no período / dentro / no tempo de meus 70 anos / fui a Pernambuco / Recife (visitar a Luiza, minha filha) eu? eu estava “adolescendo”/// calendário diz uma verdade / mas a memória escreve / sacode / foi ontem! com ajuda da inteligência artificial / voltei ao incrível tempo (coisas que acontecem teclando / sei lá / adoro a vida / viver / ver!) /

ah! saudade//Gustavo Py em 3 de abril de 2017 planos maravilhosos / 5 de abril Gustavo morreu // eu 70 anos, ele 75 anos // registro o tempo / volto a escrever sobre isso

escrever é um exercício incrível / pensar e voltar e escrever / imaginar, projetar, escrever / se eu voltasse para o magistério /sala de aula / acho que dedicaria muito tempo ao assunto / os alunos sempre precisam exercitar memória / passado e presente / ler e escrever… estou nostálgica. Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – deslocando o tempo

dois / ser dois

estranho / estranhíssimo // ser dois é uma aventura / aliás, em termos de vida / a vitória perfeita… para ambos / para o mundo, para fortalecer // estou a pensar sobre isso com cuidado… por que? porque a vida de quem lê e quem escreve / afinal / é solitária /// sem reclamação na observação. LER e ESCREVER são atos solitários / neste caso, completos. Enfim! Pensar é um ir e vir constante. Baile e concerto / seresta / amor e raivas misturados. Eu, particularmente, no meio das quedas e encontros, desastres e acertos / perdas e encontros / choro e soluço, risadas / acho ou concluo? não sei. adoro viver e sempre foi sentimento intenso. Elizabeth M. B. Mattos / agosto de 2026 / Torres com chuva e trovoadas (outra vez)

Marina Pfeifer (aquarela)

doçura da neta Valentina

ano de 2026 no verão

revoltada

voltada pra revolta / pois é / quero melhorar / de certo vou melhorar, mas uma noite mal dormida, pronto // instalado o caos / uma conversa fora do lugar / caos / uma notícia desalinhada / caos /// ou seja, estou no caos / mal acomodada neste frio torrense, tão fora do caminho!!!!!! revoltada. acho que reclamei, ano passado, do inverno curto e logo um calorão… ou seja, reclamo sempre / um horror! mas é só “impressão” / ironia: não é frio, não estão caras as coisas, e isso, devo estar feliz e não sei. e a política me deixa calma, calminha! Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres

fotos cortadas

uma violência cortar as fotos / o tempo de imprimir olhar e guardar nas caixas terminou… claro, eu lamento // lamento minha mãe ter cortado fora quem estava comigo, (entendo as raivas e os rancores dela / bah! compreendo) mas, nunca faria isso, ou faria?! pensei agora… talvez fizesse / a gente ama tanto os filhos! parceiros errados nos estremecem, se não podemos interferir direto, ao menos não ter a foto (risos). verdade, com certeza… aquelas paredes necessárias precisam existir entre pais / irmãos / amigos /bem complicado, vasos se comunicam, mas… que assunto espinhoso! Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres

luzinhas

claro! sono picado entre exaustão, desconcentração, conversa e conversa, estado gripal caminha com as histórias… não me olho no espelho, penso que estou / sou a jovem das loucuras e das risadas, namoradeira e contida… confusão mental, arvore com pitangas, amoras, laranjas, bergamotas e cerejas / deve ser macieira do paraíso e eu estou nua., entregue. Elizabeth M. B. Mattos agosto de 2026 / Torres. Ainda gelado por aqui…

Gosto da verdade ou da ilusão?

a beleza importa sim, não a das pessoas, mas a natureza tá se encolhendo ou é impressão minha? que pesado! que aflição tão aflita! aceitar // que palavra esquisita! e hoje, hoje tudo tão distante?! e a gente fica achando que a internet / a conexão se faz rápido! pois é, meu querido, meu amado: aquelas rodas flutuantes, como se chama aquilo que fica acontecendo com água quando a gente joga uma pedra… uma pedra afundando, é assim. é isso. que saudade sinto de ti! saudade de gostar de ti com loucura // aquela coisa boa de apaixonar e ficar ali estacionada! pois é… volts da vida! Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres (com sol)

susto / espanto

serei eu a única estupefata? serei apenas eu com medo? achei que o sol mudaria tudo, até minha idade… uauuu! melhorou um pouco, um pouquinho… fui até a calçada dar dois passos… credo! que frio! aonde aqueles super casacos?! Senti frio por todos que estão sem agasalho e enfrentam / enfrentam, sofrem! como eu posso escrever sobre amor? beber café junto, rir um pro outro? abraçar ou beijar! coisa boa o beijo! o carinho apertado de um abraço! saudade súbita do verão! como estou reclamona, vou tentar mudar! Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres com sol! uauuuu!