Uma exposição

A galeria  está iluminada pela música de Bach. Atravesso as janelas para encontrar os quadros; lá estão os  preferidos: um homem segurando a cabeça na frente de um copo, uma mulher olhando o vazio; outra segurando um livro… Alguém passa apressado  pela tela azul… As pessoas entram e saem na dança que preenche os vazios desta galeria pintada de branco. Não entro, sigo caminhando pelas ruas verdes de Porto Alegre neste Moinhos de Vento ensolarado. Elizabeth M.B. Mattos

3 comentários sobre “Uma exposição

  1. Vou reler, e ponderar. É importante tua opinião. Estou correndo pelo Vento torrense, mas logo quero ficar sentada da Primavera e selecionar os textos que expostos, publicados ganham um formato limpo, mas necessitam ainda de revisão e cortes. Obrigada.

  2. “Sofrimento rasgado da infância? Desencontro com a realidade forjada por nós mesmos? Queda no abismo de outras vontades como fuga do reconhecimento da fragilidade interior? Queda. Apagamos as marcas anteriores da rebeldia com a mesmice de agora, afastamos a ousadia e fechamos as possibilidades de recriar…..A compreensão acalmou o sonho. Não mais repartir tempo de vida. O que antes pareceu-me ser receptivo se torna equívoco. Engolir lágrimas, lágrimas. ”

    Todo nosso passado é um engano, um equívoco de lembranças selecionadas para nos agradar… nos acalentar ou nos penitenciar. Tudo justifica nosso presente rotineiro e sem graça. Nos acalenta os sonhos… tudo que vai contra a isso gera conflito e dor. Os relacionamentos funcionam no justo tempo de sobreposição de preenchimento das lacunas, vazios. Suprimidos espaços, o afastamos do outro da verdade doida, da realidade, é vislumbrada. O relacionamento finda pela falta de compreensão da própria realidade em si. Que dirá da realidade de dois.

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