Riscas no tapete

Naquela noite deu-se conta de que existe tempo: pesadelo de passado, futuro e agora… O perigo  imobiliza. Tempo de olhar o tempo! Susto e medo. A menina encolhida na cadeira olhando o fogo espalhar-se pelo jornal… Estupefação diante das cinzas brilhando em riscas no tapete. Vai queimar tudo… Ao lado, sob o mármore, a grande tigela com água. Silêncio na casa.  Apenas a biblioteca atenta ao soluço preso. Lágrimas, choro, desespero, tudo travado. O soluço grita. A casa inteira acorda. Elizabeth M.B. Mattos – janeiro 2013

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