Sem Retorno

Como se pode viver assim sem coração com uma parte perdida no corpo do outro? Esqueço devagar. A lembrança só se espreguiça. Não esqueço, relembro… Quando eu morrer será por muito tempo. Os mortos terminam esquecidos. O tempo conserta dores.

Se o vento assobia, o mar muda de cor. Elizabeth M.B. Mattos –  janeiro de 2013

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 Nesse Verão, o Alentejo estava poupado ao pior dos seus flagelos: a seca. Pior para o trigo, melhor para o milho e para os pastos. É assim a agricultura, como um longo casamento: nunca nada está completamente bem nem completamente mal. Um agricultor que se queixa do tempo é como um cônjuge que se queixa do outro. Porque o amor verdadeiro é sempre uma escolha sem retorno – quer se escolha amar um homem, uma mulher ou a terra.” (p.482-483)

Rio das Flores – Miguel Sousa Tavares – Editora Companhia das Letras, 2008

Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois quando volta, já não é mais o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado.” (p.79-80)

O Dia em que Te Esqueci – Margarida Rebelo Pinto

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