Não é Mário, nem o Pedro, nem o Gianfranco ou o Luis, ou Antônio

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Compreendo o que escreveste sobre o Sergio! A dor de saudade! E mencionas o importante – valorização -. Algumas pessoas fazem a diferença. Eu diria até que o ‘como’ estas criaturas conseguem o feito é misterioso, mas nos sentimos inteiras, melhores, como explicaste: valorizadas. Não são elogios. E não é simples. Não é dizer que somos lindas, ou inteligentes, ou coisas desse gênero… É mais. Por um motivo único, ou pelo próprio jeito de ser, de se aproximar, a mágica ocorre. Estar com elas nos valoriza. A referência. O guia do amor próprio… Então, escutar a voz já nos alerta para este generoso doador. O amor nos dá auto-estima. Ele, o danado do sentimento amor entre homem e mulher que apesar do sexo, apesar da ausência, apesar dos beijos, apesar das palavras, apesar do silêncio nos sustenta. Não é amor pelo amor. É um amor que nos valoriza como ser humano. Indica a saída. Aponto o caminho. A vida não é afagos, boa comida, bom sono, e beijos. O significado de estarmos no mundo, de atropelarmos a vida com metas, dinamismo, conquistas, perdas, tropeços, e outra vez vitórias está neste amor que tudo valoriza! Esta roda gira, e se transforma em caleidoscópio. Assim, minha amiga, não são os belos olhos azuis, nem as sacadas que se estendem no mar, nem terras, nem o fluxo do rio, nem poemas, nem dinheiro, nem falta de. O caminho, a estrada, as mãos dadas aliada a esta valorização faz a diferença. O mesmo esforço interno, pessoal de cada um permite esta essência de vida, – o amor. E só conseguimos dar um passo depois do outro quando confiamos em nosso poder de equilíbrio. Não é assim com a criança? Supera o medo, qualquer medo. Depois de vários joelhos esfolados um dia levanta e caminha. Bem! Um novo encontro, um novo processo. Não é Mário, nem o Pedro, nem o Gianfranco ou o Luis, ou Antônio. Esta constelação favorável pro amor nós é que vemos… Precisamos descobrir o motivo, a luz… Minha amiga: amamos perdidamente no silêncio, e na ausência tanto quanto no abraço, e no beijo. Ninguém ama melhor ou pior. Vale o que escreve Henry Miller:

Nossas leis e costumes relacionam-se com nossa vida social, nossa vida em comum, que é o lado menor da existência. A vida real começa quando estamos sozinhos, face a face com nosso eu desconhecido.” (p.29)

Henry Miller– apresentação de Otto Maria Carpeaux – O mundo do Sexo

Editora José Olympio – 2007.


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Búzios – Rio de Janeiro:- Praia de João Fernandes, Armação e Manguinhos.

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