Vianna Moog, Monteiro Lobato, Oswaldo Aranha

Clodomir Vianna Moog entre os 50 grandes brasileiros e seu legado, destaque em amorasazuis.com

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A revista Veja que chega aos assinantes e às bancas hoje, 24 de dezembro, véspera do Natal de 2011, em sua tradicional edição com a retrospectiva do ano, tem uma interessante matéria, organizada por Diogo Schelp e Julia Carvalho, cujo título é:

50 GRANDES BRASILEIROS E SEU LEGADO

A epígrafe da matéria:

AS IDEIAS, CAUSAS E LIÇÕES DE VIDA DE CINQUENTA PERSONAGENS HISTÓRICOS QUE AJUDARAM A CONSTRUIR O BRASIL E QUE AINDA INSPIRAM AS GERAÇÕES ATUAIS NA TAREFA DE ANTECIPAR O FUTURO.

A lista inclui personagens como Maurício de Nassau, Frei Caneca, José Bonifácio, Duque de Caxias, D. João VI, D. Pedro I, D. Pedro II, Visconde de Mauá, Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Carlos Chagas, Oswaldo Aranha, Monteiro Lobato, Juscelino Kubitschek de Oliveira e mais figuras do mesmo nível de importância para a História do Brasil.

Há um tipo de verbete de enciclopédia para cada personagem e, no final, um comentário sobre se ele ficaria satisfeito ou insatisfeito com determinado aspecto do Brasil de hoje.

O verbete sobre o jornalista e escritor,  sociólogo, antropólogo e historiador, escrito por Fernando Figueiras, é o seguinte:

“Clodomir Vianna Moog (1906-1988)

Clodomir Vianna Moog dedicou-se ao processo de formação do Brasil. Em sua obra mais conhecida, Bandeirantes e Pioneiros, Vianna Moog especula sobre o nascimento do país pelo viés de nossa cultura política. Ele compara os processos de formação do Brasil e dos Estados Unidos interpretando os personagens principais da cultura brasileira e da americana, observando os valores e o meio material em que essa cultura existe. Por essa comparação das culturas políticas, Vianna Moog identificou que, enquanto os pioneiros edificaram uma cultura de progresso geométrico, que valoriza o bem comum, os bandeirantes edificaram uma cultura de progresso aritmético, a qual é uma cultura pública fraca, dependente do governo, predatório e privatista. Essa é uma perspectiva ainda bastante atual sobre a cultura política no Brasil, tendo em vista a democracia e os desafios do desenvolvimento.”

Na nota de fechamento sobre como sentir-se ia Vianna Moog hoje:

Ele ficaria insatisfeito em conferir que o país ainda luta com as consequências de elementos que formaram a cultura política do 021 (2)Brasil.

(1882-1948) Monteiro Lobato hoje:

Ele se sentiria vingado ao verificar que seu sonho de autonomia em petróleo é uma meta estratégica da atualidade.

( 1894- 1960) Oswaldo Aranha hoje:

Ele se decepcionaria com a postura antiamericana, sem fundamento prático, de muitos diplomatas brasileiros.

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