Voltas pelo Pátio

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Gosto da limpeza! Tapetes perfumados. Chão com cera, lustrado. Um galho de hortênsias azuis junto às garrafas de azeite, do balsâmico, perto dos temperos e das velas. Saudade de ti naquela noite tão louca, tão minha, tão tua! Noite do fundo do porão! E dizes ser de tarde! Num almoço alongado! Vai ver que não era mesmo pra ser nem noite, nem tarde, imaginação! Tua e minha.  Agora estás aqui, e eu aí nesta cidade turbulenta em que vives! Confesso saudade,  confesso escondida! Camuflada outra vez.

Bom que venhas! E eu não vá nunca mais. E ficas no quintal como o tigre de olhos azuis da Lya Luft … E eu como a boneca esquecida em dia de chuva … No meu planeta, esquisita terra destorcida, infernal, meio divina, eu te escondo, e tu me prendes. No meu planeta, te protejo. Enfeitiças ao escrever… Te aquieta. Malditas palavras inventadas!

Teu cheiro, tua voz lenta … Mansa, ou como é mesmo esta tua voz? O que diriam aqueles que nos interditaram se nos vissem agora? Vou caminhar um pouco. Inquieta e prisioneira. Faço voltas pelo pátio ..Encontro-te. Elizabeth M.B. Mattos – Torres – 2013

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