Bolsa azulão

— Há tanto de humano nesta rua, nos canteiros, até nas árvores… As folhas se fecham em arco!  Mesas e cadeiras. Toldos… A natureza da cidade é diferente. Na mesa o pão, manteiga, suco, fruta cortada. É a melhor refeição. Padre Chagas, Moinhos de Vento, Porto Alegre. Rio Grande do Sul. A queda, uma perda, as marcas! Sinto tua falta. Minhas costuras não têm linha, não uso dedal, nem agulha. Ainda tenho os livros: leio mapeados por anotações tuas! E não estás aqui! Sofrer a felicidade como diz Proust, ou ter apenas o colorido quente do dia? As vitrines, abertas a imaginação! A possibilidade. Então visto aquela saia longa, a botina marrom, uma camiseta verde escura colada no corpo, e aquele blusão cinza com as pontas longas… Linda a bolsa azulão! Bebo mais um gole de café. E me pergunto: Quem são estes novos homens sem lei nem ética que abrem os braços? E brilham!  Em princípio não me importo, depois me aborreço…

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