Estou às voltas com o tempo que abocanha esperanças, complementa certezas. Interroga a perplexidade. Incoerência, inconformismo. No entardecer o vizinho coloca seu barco-brinquedo na lagoa, e as horas escoam nas manobras de ir e vir. A distância da margem ao centro da lagoa, o desafio. Este ir e vir da lancha a motor, caça ao tempo… Lazer, prazer, vagar, sem desafio. O nada de horas e horas ditas vazias! Aliviar a tensão. O mesmo efeito da jardinagem: remexer a terra, cavar, podar, afofar, cortar a grama, libertar os galhos, colher as frutas, as flores… É o tempo! O livro certo. Atada na cadeira. Não, logo a mente se desvia. O tempo se remexe… Altera a velocidade. Posso ver o dia se fechando. Os pássaros, o cheiro, a luz invasores! Levanto os olhos pro nada, e já não tenho mais tempo. Posso ver o trabalho agitado, apertado da pintura de Maria Lidia Magliane! Eu me curvo.

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Tempo de Magliane

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