Fragmento

Sonho definitivo, outra vez Vitor Hugo, Petrópolis! A casa ruindo. Colunas desabam, sem explosão. Aos poucos. Pedaços. Mas, diferente do real, esta, tem colunas, suspensa. Em baixo uma espécie de garagem, depósito. Palafitas sem rio, sem água. Casa quadrada. Pequenas sacadas suspensas. E colunas descascadas, ferros aparentes. Visão. Minha casa no sonho a perder os pedaços, e, passivamente assisto.

Ainda não é a minha. Esta casa existe. Perto do mar. Em transformação, sendo, de fato, descascada. Espaço verde com buganvílias, bananeiras, cinamomos desaparece, a escavação é a piscina. Alicerces, o pavilhão.

Sempre o cobiçado cimento, cinzento. No imaginário cifrões, ouro. Ostentação. Enormes casas. Prédios altos, mais altos! Posse, vale mais o metro quadrado construído.

A violência da explosão de construções transformou-se em sonho.

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