Elizabeth Barrett Browning

Meu amigo querido, amado: preciso te escrever, ou te ver. Remexo nos livros para me aquietar, ou apenas limpar as estantes, e assim apaziguar a inquietude desta primavera gelada. Nos livros as engavetadas lembranças que se desmancham…Tinha tanta certeza de mim mesma! Eu me esquivava, escondia, ou calava porque era certa a certeza de encontrar …, mas, não consigo alcançar. A ordem me escapa. Este ruído insistente, violento, e de carência me esgota. Explicações. Janelas abertas. A calçada ruidosa e os passarinhos que não se calam! Quando a alma se inquieta o tempo não responde. Bom que o livro conversa e explica.

Como é que te amo? Eu vou dizer – te tudo: eu te amo com toda a profundeza, e a vastidão, e a altura que a alma pode atingir quando foge e procura os limites do ser [ …]. Eu te amo pelas coisas calmas que reclamo à luz do sol altivo ou da lâmpada obscura. […]. Eu te amo com paixão: essa mesmo que eu pus na fé que tive em minha infância e em minha sorte. Eu te amo com aquele amor que já supus perdido com meu bem perdido; no transporte de sorrir, de chorar; na vida que seduz! E hei de mar-te ainda mais, talvez, depois da morte! ” Elizabeth Barrett Browning

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