Do caminho cruzado

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O caminho cruzado do amor impede outro caminho aberto. Emaranhado paralisante, mas florido. Espero. Conversa espichada com livros que  se espalham pelo chão.  Atalho certo e seguro. Malditas escolhas cruzadas! A conversa se joga colorida no tapete…

Acho que vou mexer nos pincéis, e ou descobrir Van Gogh na correspondência que teve com o irmão Théo.

Explicar me aborrece. Ociosidade. E esta é outra prova daquilo que quero dizer. Explicar é sempre dar significado a um fato, um objeto, um sistema de ideias, uma convicção, uma comprovação. Justamente o que deixei para trás. Agora sinto que nada interessa enquanto explicação; interessa apenas a explicação, porque esta nos devolve o fato e o fato, ao objeto, etcétera. Horror as mediações. Uma cadeia: Fulano gosta de um livro sobre Cézanne, porque gosta de Cézanne, que gostava de pintura! Como Fulano está longe da pintura!”    Júlio Cortázar Diário de Andrés Fava, (p.53-54)

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