Sem sem sem sem saber …

20141104_090539

Muita chuva. Aquela chuva pesada e forte. E o cheiro de terra nestas bandas do lado de cá. Vontade de estar do lado de lá, e ver o mar. Estar perto-longe parece pior, pior. Gosto de ter os olhos na risca cinza, depois da Ilha dos Lobos, no mar. Acompanho as mutações. Sinto o cheiro da maresia.  E confundo tudo.

… este Brasil me parece estranho, esquisito. As caravelas estão chegando, outra vez avançam em nossa direção. E vão atracar, espoliar, levar, esvaziar. Teria sido tão bom se fosse diferente, se tivessem navegado por amor. Apenas confraternizar.

E penso outra vez nas estações. A primavera, ou já é verão, (?) …   Ventosa, cinzenta. E agora com chuva pesada …  Atordoada com o que ouço, vejo, pressinto. Incoerente sentimento de querer e apavorar.  Estou partida, dividida. Sepultada numa terra que escorrega, não esconde, esfola. Ansiedade. No desacerto os objetos saem do lugar. Caminham perdidos pela sala, escapam das mãos…  e se escondem. E embora possa ser abraçada, confortada há o vazio gélido no abraço. Um despropósitado caos. Esquisito não conseguir acalmar.

Caminho pela chuva. Corpo molhado, mas está  ressequido, esquisito.

2 comentários sobre “Sem sem sem sem saber …

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s