A Trégua

Sigo mexendo/ organizando os livros, recolocando nas estantes, limpando, ACERTANDO, REAGRUPANDO, e apertando uns contra os outros para que voltem para seus lugares, desocupem as cadeiras e as mesas, e peço que me ajudem a criar ordem nesta anarquia   …  Desespero vez que outra. Não consigo selecionar, acreditar que preciso escolher/ descartar … vou parando e abrindo, e me demorando, apertando.

Destes últimos dias, meses, desde o verão, … fantasias! Temporada de amor, de variante, e …  Perda e retorno, mais perda. E a orquestra  tocando/ chorando/ gritando Mozart  Dvorák Berlioz Jarrett Bizet Chopin dia e noite chuva e sol estacionada … Agora, por favor, preciso ordem e foco e o EIXO.   Neste momento reencontro com Mário Benedetti  … Procurei procurei procurei, e dei como extraviado, emprestado, perdido. Desconforto estranheza incomodo. Bem, acabo de me encontrar com ele, e não resisto, transcrevo:

“Quando um indivíduo permanece muito tempo sozinho, quando se passam anos e anos sem que o diálogo vivificante e investigativo o estimule a levar essa modesta civilização da alma, que se chama lucidez, até as zonas mais intricadas do instinto, até essas terras realmente virgens, inexploradas, dos desejos, dos sentimentos, das repulsas, quando essa solidão se transfora em rotina, ele vai perdendo inexoravelmente a capacidade de sentir-se sacudido, de sentir-se viver. ” (p.137) Mário Benedetti, A Trégua, – Rio de Janeiro Objetiva,2007.

Rabiscos primeira página BENEDETTI

BENEDETTI TEXTO IMPORTANTE

BENEDETTI CAPA

 

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