Os outros

” — A vida de um homem é tudo o que há de importante para ele. Ele prova, sente, vê, ouve … e julga ser o centro do do universo. Isso é perfeitamente natural, pois ele não pode provar, sentir ou ver para ninguém mais. A sua dor é dele próprio, e ele nem é capaz de descreve -la. E nas células sombrias e reclusas do seu cérebro, os pensamentos acham-se tão sós  como cadáveres enterrados no chão.

 — Mas — continuou — em volta de si, no espaço e no tempo, existem outros como ele; e quando ele fala, esses podem ouvi -lo. De sorte que, afinal, ele não seja o centro de coisa algum.“(p.78)

SOU EU SÉRIA E BONITA SERENA

“Não sentia amargura alguma, apenas um grande cansaço. Não sei o que tínhamos em nós, nem  porque foi como foi. Nunca houve nada tão belo … Era como se aquilo precisasse existir; e durante todo o tempo não o pudesse, e nós o ignorássemos. Não foi culpa de ninguém; sua ou minha. Creio que sempre nos amamos; creio que sempre haveremos de nos amar. Mas sempre é a eternidade, e a vida é apenas um momento.”(p.152)

Robert Nathan A Luz da Manhã –  Editora Globo, 1944. Coleção Tucano – capa de Edgar Koetz.

 

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