do amor

… procuramos aquela pessoa que nos trará esse prolongamento, essa multiplicação possível de si mesma que é a felicidade …explica Proust.

Se acreditamos que uma pessoa participa de uma vida desconhecida onde seu amor nos faria entrar, é disso, de tudo que exige o amor para nascer, que ele mais depende, e é isso o que de resto nos leva a arriscar tanto …quando nos apaixonamos projetamos no outro um estado de nossa alma, e o importante não é o valor da pessoa em si, mas a profundidade do estado”.

 

Uma mulher neutra, silenciosa, quase reduzida a uma aparência amável, como era Juliette Recamier, será a mais atraente, até mesmo para homens exigentes como Chateaubriand e Benjamin Constant. Onde há pouca coisa, pode-se imaginar tudo […] Quem não vê numa pessoa a não ser o que realmente nela se encontra não pode compreender as coisas do amor, que são determinadas por algo que não se acha no objeto da escolha, mas sim no espírito de quem a escolheu. Assim, o primeiro estágio do amor, segundo Proust é um trabalho da imaginação que, posta em movimento pelo desejo e a angústia, adorna de todos os encantos uma desconhecida e nos leva a atribuir – lhe o papel da Amada.”  (p.175 -176) André Maurois – Em busca de Marcel Proust

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