beijo

Foi um beijo profundo e maduro, que durou dez ou doze segundos. Nove anos antes, nós nos beijávamos como crianças. Mas não havia nada de infantil nesse beijo, com sua intensidade lenta e poderosa.” (p.491)  Orhan Pamuk – O Museu da Inocência

Abro um livro, leio. Apalpo a lombada de outro, penso nos velhos autores, amores. Esqueço que tenho setenta anos. Imagino quando terei oitenta, ou será oitenta e cinco. Escrevo apressada, de repente, quem diz que terei setenta e dois? E sinto prazer, porque eu me consumo com a ideia de um beijo que será como o roçar das asas das borboletas, e depois, mais nada … E.M.B. Mattos – agosto de 2018 Por que não fiz todas as perguntas quando estávamos próximos, por que não estaremos nos olhos um do outro?

No curso comum da existência é preciso que dediquemos a nós mesmos um grande amor, ou que tenhamos em vista o êxito de algum sério projeto, para que nos empenhemos com tanto ardor em repudiar a calúnia que atinge todos os homens, mesmo os melhores, e para fazer questão fechada de provar aos outros as nossas próprias virtudes. Na vida pública, isso às vezes se torna uma necessidade; mas na vida privada ninguém prova com discursos a sua lealdade, e como a ninguém é dado provar que alcançou a perfeição, devemos deixar aos que nos conhecem a tarefa de absorver – nos das nossas faltas e de dar valor às nossas qualidades.”(p.19) George Sand  História da Minha Vida

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