pensar, escrever

Escapa no minuto o pensamento, escorrega, não consigo segurar. Prender / fazer ser meu. Esta coisa de ler alucina, tira do caminho o fácil e o difícil, viver. Arranca a pessoa da vida da voz do convívio dos pequenos prazeres do acaso. Estás / ficas perdida onde ninguém te encontra, aliás, ninguém quer mesmo te ver ou falar: estás fora / distante, noutro lugar…, nunca o certo, o bom, ao sol, sempre no meio da chuva. Então estas leituras esquisitas, perdidas voam. Recomendar livros parece a maior loucura das loucuras, antes os filmes, antes a cor, antes a troca. Esquisito vazio! E o prazer do riso, da voz (eu insisto) do com/ junto/ perto se esfacela… Vontade de mudar, mas ser outra  por quê? As crianças, os filhos, os amigos: preciso correr para encontrar. Estamos as duas, ônix e eu sem calçada porque chove, e frio voltou. Foi tão bom ser inverno! Agora me parece tão escuro invernar. Amanhã vou limpar a casa, polir e comprar flores. A cada dia uma volta. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2019 – Torres

paty

 

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