soterrada

Quando o tempo atropela soterrado de verde amarelo e vermelho: dizemos vida. Estações se misturam – memória amorosa. Colei etiquetas, empilhei as caixas sem pudor atravessei as salas devagar. A uns seus pecados perfeitos, maltratados ou prisioneiros… Fronteiras foram/são violadas, porque não existem. Somos os mesmos: verdes, azuis, amarelos, pretos, marrons ou com pintas coloridas, ou transparentes dourados, prateados, cobreados. Colônia amorosa: o mundo. E muito, tanto, bastante sono num dormir continuado induzido numa sonoterapia reparadora e tranquila entre o cinzento e o branco e o negro das noites sem estrela, sem lua, quietas. Sem interferências. O meu ritmo: durmo, acordo, duas bolachas, uma banana uma maçã, uma massa caprichada invertida também com iscas de sabor, uma preguiça, outra saudade, uma música, um Schubert ou Chopin ou Liszt quando o piano toca dentro da minha caixa. E o vinho se faz necessário, uma taça. O excesso me cansa. Medida comedida da vontade. Gosto da chuva e espero o sol para que os travesseiros se iluminem quentes e frescos e os lençóis se perfumem com luz! Então o vento engrossa a conversa de mau humor. Eu respeito. Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2019 – Torres

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