contar

História a ser contada, como, e por quê? Alguém empresta uma memória fatiada por um olhar. Difícil descolar sua pequena história do outro e outro, e ainda outro. Não se fica transparente, mesmo quando se deseja. Alguém sabe. Engraçado/estranho perceber isso: testemunhas. Há protagonismo. Tudo colado do jeito possível… O nome do primeiro namorado. Vivo. Ainda bonito. Esquisita memória de uma história que se gruda numa cidade, numa década. Porto Alegre, rua Vitor Hugo, 229 – Petrópolis.

Uma pedrinha. E contar as pedras, a colorir e a polir: o sentido de reviver, retomar, sentir a culpa, ser perdoado, remexer, falsear, muito difícil, ser condenado. Não importa quem vai ouvir / quer ouvir / precisa… Pode ser filho, neto, sobrinho, amigo. O momento de dizer / a hora e o motivo será confiança contra o medo. Angustia se agarra no porquê de dizer, na qualidade do dizer, não são apenas palavras… O que importa ou não importa, este trânsito indefinido entre o passado e o presente desenha o futuro. Somos hoje o tal futuro. Loucura! Difícil viver. Elizabeth M.B. Mattos – março de 2020 – Torres

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