D… desconhecido,dado,data,dedo,dedal, detonar,desviar e acertar

Desconfio: não pensas, nem procuras, nem consegues ler as cartas todas que te escrevo. No meio das panquecas, depois de lavar e lavar e arrumar, e varrer, droga! Pois é. Eu faço estas coisas todas todos os dias. Abrir janela, convencer o sol de entrar, inundar de luz, e voltar pro lugar dele. Sacudir a noite e, eu te penso… Já te esqueceste…(com certeza) daquele janeiro, ou fevereiro que quase nos encontramos, mas falamos, combinamos e descombinamos tantas vezes. Tudo se resolveu sem voltares a Torres. No entanto, eu desapeguei, entendi, e me libertei das velhas e mofadas inconclusas situações. E descolei do herói as fantasias. Quanto as séries de televisão…, ufa! Custei a me atirar na história da Inglaterra, nas advertências e coloridas psicanálises, e não viajei como me aconselhaste. Eu ia entrar num navio preguiçoso como eu sou preguiçosa, mas barulhento, e agitado, porque sou agitada. Pensei ser o mar e o infinito de estar limitada, mas entregue com tantos quantos forem os passageiros e seus sonhos… Ah! Histórias de viajar. Dizem que o mundo conversa e ensina. Que seja, mas antes tenho que conversar e saber, e ordenar este tanto que enrola dentro de mim. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

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