Covarde

Que estranho embraço se enreda nesta quarentena: a pandemia se gruda no imaginário, e deforma o dia. Mesmo que amanheça e depois tenha o entardecer, e a lua, e na noite estrelas, sigo estacionada. Fatiada. Posso pensar assim? Estou pela metade, impotente. Uma desorientação. Tu és laborioso: segues escrevendo, traduzindo. O teu TITANIC vence o gelo. O meu se espatifou… Estou presa. E os botes ocupados. Amordaço o meu grito porque, afinal, é tempo de tempo passar, e ponto. Envelhecer pode ser uma droga. Estou acovardada. Beth Mattos – junho de 2020 – Torres

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