despovoar

Nunca pensei, nem no momento de maior perda ou angustia, pensei solidão, ao contrário, precisava me despovoar para respirar, arrancar laços e abrir todas as janela… A luz das conversas, e a generosidade alegre das pessoas bastava. Espaços, caminhos e tempo preenchido. Nada me faltava… E agora este estrangulamento! Não sei como explicar, tenho poucas palavras. Escrever e dizer ou gritar pode ser o melhor…, ao mesmo tempo, parece tão fácil, tão rápido! O outro está em todos os lugares ao mesmo tempo, como Deus! Não se trata de espiar, ou imaginar, o som nos acompanha por todos os lugares e ao mesmo tempo o sentido de solidão. Ah! Esta solidão completa e absoluta se agigantou no meio da multidão, da informação, do medo, e deste desespero. Que eu consiga dizer, encontrar uma saída num laço de veludo, num barbante, ou no cheiro do pão, céus! Estou perdida! E tu não me escutas. Elizabeth M.B. Mattos – Junho – Torres

o idiota e nobocowoutro livro o mesmo no chão 2

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