frio frio frio e silêncio

O estranho nesta reclusão é o gigantesco, enorme silêncio. Ele se prolonga: há todas as possibilidade de linhas telefônicas, videos, vozes e risadas, mas o silêncio é/fica/está maior, – fantasma grandão. Casado com o desânimo. Aquele entusiasmo de limpar, ordenar para o depois/um amanhã de alívio desaparece, e se esconde. Cozinhar perdeu a graça, e esvaziar as prateleiras, cuidar da casa uma monotonia silenciosa. Namorar não faz sentido / sonhar? Imaginar, ter ou ser ou possuir: remoto. Agora a chuva. A chuva esperada, necessária…, uma barreira. O vento sacode tudo, mas a água faz música nas calçadas. A janela é o posto. Amolecemos a imaginação em baixo das cobertas. Beth Mattos – julho de 2020 – INVERNO

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