nas mãos

Horário e rotina, tempo do relógio: um fazer depois do outro a seguir o sol. E a noite salvação / sem culpa. Pílulas multicoloridas, cardápio: televisão (amaldiçoada e necessária), caviar e champagne: fantasia nos pijamas e nas camisolas estreladas, imaginação derramada pelo quarto. Uma volta a cronologia. Os anos 1946 1949, depois 1950 – a tragédia com o voo 099 – Constelation sa Panair – e o luto se estica pelos anos, e não podemos esquecer. O mapa descreve o caminho das dores, das perdas. Posso ver a boneca com a capa vermelha do Chapeuzinho Vermelho, e tenho os olhos bem abertos, sem sono. Se voltamos para a idade. Em setembro de 1949 eu tinha três anos. E a vida se agarra no horário, na rotina, e logo, tão logo na escola. Infância -, lugar sagrado / intocável / definitivo de todas as memórias elásticas da imaginação. A noite, o sono e o sonho depois de arrastar a rotina salvadora, heroica. Escrever fica por conta da transgressão. Hoje começam os debates americanos, ainda quero descobrir que veneno circula, ou qual o pássaro voa tão alto passa pelo céu…Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2020 – Torres

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