…, não sei! beijos embrulhados

Sentei para escrever sem foco, sem assunto. Dezembro chegou, o ano termina. Expectativa pessoal zero/oca, não sei. Vou sacudir o Natal. Bom! Esforçar – me. A vacina bate em várias portas: o vírus, talvez, deixe de assombrar. Serão chuvas, depois ventos. Seca e frio congelado. Estes fenômenos enrijecem o corpo. Descrevo o amor: descongela, esfria, desaparece na ventania. As certezas chegam lentas e famintas. Passo os últimos lençóis, as fronhas da semana, e aproveito o encerado do assoalho, a limpeza. Imagino organizar outro armário, revisar o conto de Natal, amontoar papéis. Olhar pela janela o castanheiro. Tirar fotos. Olhar revistas. Passar um café. Descobri que estou no tempo dos dinossauros: uso pó de café, coador, e aquele jeito já passado de passar café. (Claro! não deve ser apenas eu.) Sem máquina. Sem micro-ondas, sem panelas mágicas, faço tudo como era antes, e gosto. Corto meus cabelos com uma tesoura de picote (ficam engraçados), e este não cuidado, claro! Deve ser o novo cuidado. (Repito a mãe: cabelos jeitosos, fartos, arredondava os seus em casa). Adoro tesouras!  Prazer em abrir gavetas. Roupas, quinquilharias, o passado tão, milimetricamente, dobrado, ordenado. Prazer! Elizabeth Mattos – dezembro de 2020 -Torres

beijos embrulhados, o presente, no futuro vira carinho e amorosidade / Natal feliz?! esforço e alegria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s