fresta

Por uma fresta da minha indisposição a palavra se aventura. Não organizo pensamento, mas uso o aspirador, os panos, e a minha capacidade para limpar e polir. Atrapalhada, confusa, beligerante e seca…, vou amanhecer diferente e vou te amar do jeito que gostas. Um dia! Tens que voltar com a Primavera. Nem a leitura da Zero Hora, muito menos as surpresas, nem o livro que se despede consegue iluminar/ventilar meu ânimo. Abraço forte e beijo o neto, constato que o sol ameaça, mas não se instala nem faz acontecer: vou para Recife. Eu irei para Pernambuco sacudir o pó de pirilimpim-pim… Logo virá uma narrativa de evidências, de presenças, consistentes. Os meus olhos , ou a minha memória, seriam as pequenas pesquisas, ou a própria inércia enrolada no medo? Não importa, eu irei. Deve haver coragem nas fogueiras, nos retratos picotados, no mundano das conversas no bar, na lágrima, ou naquela risada fora do lugar. Não sou leve. Sou bruxa e sou menina: floridos jardins!

Como é doce o sonho daquela padaria! E os pastéis com a massa de pão e tantas azeitonas! Vou beber um suco de laranja, comer o proibido, caminhar cansado, e sentir certeza. Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2021 – Torres

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