deve ser isso

Deve ser isso mesmo viver: esperar, desesperar, montar / fazer, acreditar, e, tudo desmoronar. Recomeçar. Estudar. Estudar. E o tempo, desespero no vento de outubro. Queria o verão das férias, dos anos… Não estou num bom dia! Não achei a linha certa, nem a possível agulha, nem… Vou beber o tal chá. Tentar terminar o livro, E esperar o próximo feriado. Recolhi todos os ovos, como tu mandaste. As galinhas estão inquietas porque já parece anoitecer, e eu cansada sem ter feito nada. Desculpa.

Dançar no baile / na festa, não com o par certo, mas o possível: e não desanimar, sempre se apaixonar, pelo impossível, o menos possível mesmo. O prosaico. Não ver nada / atordoar e não dizer. Claro que não posso voltar nem desfazer, foi tudo mais ou menos assim, atrapalhado. Éramos tão jovens! Estupidamente jovens! E eu? Cega. Tinha lá minhas metas: escrever histórias, abrir o silêncio, encontrar o lugar certo. Ficar longe, e remexer naqueles guardados, também ler os livros certos. Empilhar os necessários, ler. Ler. Ler. Revejo corajosos e elaborados textos/histórias. Costurados, deveriam estar alinhavados, mas agora engessados / não, viraram pedras, não sei esculpir, nem consigo aumentar o verde, trazer o vermelho, desenhar os olhos, abrir as janelas. Reescrever? Impossível. Tudo é supérfluo. Vou voltar para as cobertas. Estou com medo do verão! Elizabeth M. B. Mattos – outubro de 2021, como assobia o vento! Vem deitar também.

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