alergia/coceira

Algumas relações acontecem soltas, alegres e generosas, mas aos poucos se fecham…. apertam, e começam a coçar, verdadeira alergia.

As pessoas inventam o cenário, remexem no jardim, pintam a casa, trocam os móveis de lugar, e os filhos crescem… Sim, os casais complementam o estar/ser dois com filhos: aqueles porta retrato engraçado: T O D O S sorrindo, abraçados! Quanta harmonia e felicidade! Vendemos casais perfeitos! Balões e felicidade! Grande clique! E todos naquela felicidade evidente: juntos, agarrados, misturados: quem é quem? Ninguém. O amor, o casal perfeito, alegria transbordada… Não sou mais um, sou dois, e sendo dois, feliz! Foto referência carimbada em dois! Céus! Sou eu a errada. Sou eu a infeliz! A mulher da caverna. Escrevo estas coisas porque no fundo, em verdade, também eu gostaria de ser carimbada: ocupada, vaga preenchida, família e amor completo. Acho que não, mais terapia, mais descobertas, outras incertezas. E eu não sou eu. Algumas pessoas/ há pessoas que preserva identidade, profissão, e fazer e amigos. E não gostam deste remexido/mexido, nem de sumir/desaparecer…, aliás, consideram soma/adição esta multiplicação de pães, e compartilham. O retrato/a foto teria que ter tudo: os teus, os meus, os nossos e amigos, se amigos houver/existir. Por que fica tudo ‘apartado’?! Nada misturado, ou seria o melhor dos mundos possíveis!? Anarquia? Alguém tem que ceder: os meus, os teus e os nossos não conseguem sair no retrato: há que ter o oficial / pelo menos o oficial daquele momento… Somos aquele instante-momento, não importa a categoria: sim, o inacreditável amor comunhão! Amor em categorias e lógicas. Os mais genuínos serão sempre os juvenis / os desavisados! Depois chegam os cálculos ajustados e generosos. Sim, os cálculos. E os possíveis naquela específica caixa, com aquelas urgências, inclusive, as hospitalares, e as fitas escolhidas! Confuso gostar / confuso desgostar / confuso permanecer / e mais confuso ainda deixar para trás. Elizabeth M. B. Mattos – novembro ventoso, ora sol, ora vento / ora frio/ ora calor, sem chuva. Planeta seco. E os beijos se encontram! Que bom!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s