leve

Eu me sinto leve, exulto porque troquei meu horrível lustre de pingentes por spots que iluminam; exulto porque o homem arrumou a cortina que tinha se ‘arreganhado’; ou porque as buganvílias estão florindo: cores se misturam… Ou porque os bifes ficaram delícia, e as batatas perfeitas. Exulto porque com quinhentos banhos por dia, perfumo aqui e ali. Abro a revista entusiasmada, Ônix e eu damos pequenas voltas e eu penso que fiz exultantes caminhadas! Ganho um pote de amoras gigantescas do neto, e a conversa flui…,e eu gosto. Acho que me excedo nesta satisfação transbordante de ser eu comigo. Então, escuto/ouço a vizinha explicar vida, a menina escuta. O pai concorda. A conversa desgostosa entra pelas janelas da cozinha. Vou pendurar a roupa, e, me surpreendo com caras e bocas dos que estão voltando mais cedo do trabalho, ou se desencontrando mais cedo. Céus! Sexta-feira fecha a semana, ontem, saíram pra comer pizza, e hoje farão caretas?! Escuto portas baterem… Ainda não escureceu. E me surpreendo a lembrar/pensar conversas daqui e dali! A vida dá mesmo apertos, rasgos, faz costuras doloridas! Será que os desvios ajudam?! E o verão? Ainda cinzento, carnavalesco. Estou cansada. Não é hora de dormir. Vou dormir. Amanhã embaralho as cartas e vejo a sorte! Todos se aquietarão de noite! Elizabeth M.B. Mattos 2021 – dezembro de 2021

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