memória ativa, não a esquecida…

É da memória que sai/jorra a vida: sem lembrar deixo de ser. O nada, enfraquece, e sem perceber/ ou percebendo eu encolho. Diminuir é igual a não pensar / não poder. Repetir também não é um bom sintoma. A vida precisa inovar / fortalecer na memória, neste fazer prosaico, como respirar… Sim, eu compreendo quando me dizes, mesmo sem estar aqui, mas esqueço que vivemos uma história de vibrações, ficou perdida, não achas? Estou tentando voltar / refazer: conversar a conversa que perdemos, tu e eu, por estarmos focados no paralelo…convicções diferentes? Não. Urgências desfocadas…Agora estou em todos os lugares, como uma dispersão distraída. Eu já fui para tantos lugar, fui para ser eu, para conseguir entrar em mim eu me mudei…, coloquei âncora, tentei cavar fundo / adubei para ter boas raízes. Nem o barco ancorou, nem floresci onde pensei ser árvore. Esquisito isso. E agora eu perco as coisas, banais objetos: a cola que corri para comprar, o sonho que estava acomodado naquela estante, os cadernos onde anotei detalhes. Escorregou o sorriso, também a vontade de caminhar, tropeçou. Preciso emagrecer, ser vaidosa, trocar o vestido. Colocar a vida no bom lugar. Céus! E agora não é tarde? Ou ainda tenho os trinta anos prometidos? Tenho o teu abraço? Ah!! eu deveria correr ao teu encontro! Estou presa nas minhas limpezas inacabadas, na desordem distraída e caótica deste dia de querer lembrar / deste tempo de esquecer / acendo as luzes, e adormeço. Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2022 – Torres


Rio de Janeiro – 2022 – a virada – Joana e as luzes de Copacabana

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