loucura e risco

“Talvez a gente só viva uma hora dessas uma vez na vida, e entre milhões de pessoas só uma tenha essa experiência – e sem aquele tremendo acaso eu jamais teria imaginado com que ardor, com que desespero, com que incontrolável avidez um ser humano perdido suga mais uma vez cada rubra gota de vida, e vinte anos depois, longe de todas as demoníacas forças da existência, eu jamais teria entendido como a natureza por vezes se concentra em alguns poucos momentos, grandiosa e fantástica, em seu calor e frio, morte e vida, encanto e desespero.” (p.64) Stefan Zweig 24 horas na vida de uma mulher

por causa desta loucura deste risco deste intenso possível porque o corpo responde ao desejo podemos acreditar e trocar o justo / o melhor pelo incerto desejo de romper a lógica / não que a minha vida teria sido outra / talvez nunca fosse diferente, mas o caos define mais que todos os cuidados…a paixão pelo idioma francês, a paixão pelo estrangeiro universo íntimo possibilitava qquer avanço, eu podia tudo e era tudo / atravessar o arame farpado e naquela terra cavar /plantar/ fazer nascer/ entregar a força.. Quanto menos lógico mais encantador e possível. A febre autorizava, o trabalho o fazer dignificava – eu era ótima / ótima e lúcida / confiante. Deste jeito eu te amei, corajosamente tu ousaste posar teus lábios gelados na minha boca e eu te abracei, colei meu corpo no teu corpo porque tudo em mim te pertencia,.

fechei as malas, empacotei os livros, vou levar os móveis, preciso ir e estar onde quero ser eu, estou a brincar com a ordem / a possibilidade / desenho todos os cadernos encerro prazeres novos. apagou.

todas as palavras gotejam e se escandem, nunca estou pronta, mas logo gritarei solta…preciso sobreviver,

as confissões se escondem no dia azul e manso, eu fecho a porte / muitas vezes fecho a porta,, então, todos os erros entraram por baixo da porta, pela fresta da janela, sentaram-se nos degraus de escadas entre um andar e outro, beijos, abraços, promessas, o melhor daqueles dias ; entendo. posso abrir a porta e te receber, farei a comida, escolherei a melhor cama e tu poderás retomar a luz, dormir / não dizer nada. por favor, eu vou te abraçar e vou chorar alegria, soluçar desejo e misturar minha vontade com o gosto da tua boca, não me importo, eu me importa que estás aqui, ao meu lado. Vou recomeçar Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2022 – Torres então teres chegado assim desarmado e livre me faz rir – a manteiga e o pão e o leite se transformam em nó dois.

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