remexida, apalpada, visitada esta lembrança


Lindo o teu poema, gostosa e amorosa carta. Abres o Amoras acarinhando com doçura boa. Senti o abraço. E quando descreves o FT o descreves como ele é mesmo, aquele que esconde a vaidade, e, se humaniza devagar. Muitos gritaram contra/ pela morte do Noll. Sou toda amarrada para navegar, preciso de muletas, e nem sempre o João está disposto. Hoje ficou comigo depois da escola. Este neto me ilumina. O outro mais distante, me encanta com sua arte. Diferentes. Voltando ao Noll, tenho lá minhas ideias… Conversaremos. Eu também passei o dia pensando em ti e neste método estranho de comunicação paralelo escondido e tão visível. Mas quando te escrevo estou noutra pele. Agora quero só te dizer que não mudei o final do poema. O certo e o bom verso é o teu. Lindo! O meu era um grito de raiva. Eu não quero enamorados velhos, mas velhos, antigos, enamorados… Aqueles de muitos anos. De eras passadas, eternas. Aquele poema virou minha cabeça porque diz do amor de sempre daquele que se imagina daquele que embala e que se desdobra em muitas vidas, etéreo. Eterno. Simboliza o para sempre. Adoro teus poemas ZEN mesmo não sendo devoradora de poesia. Poesia é gênero sério, autoritário e perfeito. Aliás, quero ler o artigo, o que escreveste sobre o assunto. Manda para o meu e-mail e4mattos@gmail, ou publicamos no Blog. Todos gostaram do poema. Fizemos, tu e eu, duas vozes de um jeito bom / certo. O Amoras agradece. Adorei os vasos e as mesas. Pode ficar lindo! Mas e o sol e o vento? As plantas precisam de abrigo também. De abraço. Perfeito não ser gremista. Se vamos torcer que seja para o Internacional. Bom que sou como sou e que és como és. Vou aprender a sair da minha ansiedade ávida. Vou acalmar o tempo de esperar sem me espicaçar… E voltar pros livros e as limpezas que acalmam. Estou a me preparar para ver a filha em Recife. Preparo/arrumo o coração para entrar no universo de Brennand, comprei Diário de Francisco Brennand (uma aventura em 4 volumes): tudo se mistura porque sou inquieta, e, sem disciplina, fico a vagar nas sensações, espero/atenta/esperando a tua nova carta.

P.S. Tu te referes ao Amoras de forma lírica ou sei lá o que é… Eu me senti remexida, apalpada, visitada. Mulher e inquieta. Será tudo isso? Elizabeth M.B. Mattos – Porto Alegre

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