TEMOS carros voadores

Tenho um dia de sol, o desanimo que me afoga, carro voador de Elon MUSK, uma saudade danada do que não tivemos, teríamos?

Meu querido: sinto tua falta física. Depois, olho a Beth no espelho: não é, em absoluto quem descreves. Perdeu a doçura. Fisionomia pesada, carregada de alguma coisa que se chama desesperança. Sinto tua falta. Queria que estivesses deitado ao meu lado. Imagino a fantasia de te amar. Fantasia? Pois é. Passei um café e gostei do gosto. O pão ficou do jeito certo. A calçada tá quente. O sol. Um pouco solitário eu comigo. Verdade que o Musk me encanta. Terminei o segundo livro, não devem ter escrito mais. Musk vive imagina ousa, erra, segue em frente, perde, ganha. Claro que dinheiro importa. Sempre vai importar. Eu fui distraída… mimada emocionalmente ao pensar que poderia ser diferente. Romântica. Estou sem o tal amor e sem a cabana. E sem trabalho. Deveria estar trabalhando, indo e vindo. Guardando um pouco de dinheiro para ser como todo o mundo. Cuidando do jardim. E vivo limpando, arrumando, voltando a limpar e a desordem ficou maior do que o possível. Fico distraída. Sinto vontade de conversar. Se alguém me ouve eu atropelo de tanto som e fala apressada, jogada na depressa, corrida. o tempo… não o meu, mas o do outro… E o tricô ficou parado, o livro inacabado, aliás, não comecei… deveria ter coragem de escrever uma história qualquer com começo, meio e fim apesar do medo, apesar da IA estar enfiada em tudo… assustando, mas sendo afinal, ela: tipo Elon Musk. Em frente, atropela, e logo estaremos indo / povoando Marte… Noutros tempos eu seria voluntária, agora? Não sou voluntária nem para uma prosaica caminhada. Ainda bem que passei um café e ficou gostoso. Mas igual, querido, queria que estivesses aqui. Será que estaríamos… Elizabeth M.B. Mattos outubro de 2026 – Torres apaixonada

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