solidez

 

escondida no brinquedo

Espiar olhar, divagar devagar, não saber. Dormir. O desejo ardido de querer! Que o tempo me segure/prenda amoleça…E volte. Vontade de saber. E te querer! Sim, tu disseste, eu guardei: saber viver, obrigatório (obrigação a ser assumida) para quem amou,sofreu, e perdeu. Solidão não. Isso deve ser a tal solidez!

Elizabeth M.B.Mattos – abril de 2019 – Torres

vinho e chuvisco

escondida no brinquedo

Chuvisco. Vinho tinto. Não posso colher os cogumelos… imagem perfeita a colheita. Memória. Hora e sabor: na manteiga com alho, delícia! Massa caseira, queijo e sonolência, ainda não é inverno. Alma italiana. Ah! Berinjelas! Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

lado errado do amor

Tu me fizeste sofrer.  O lado sombrio, errado de ser… Nasceste dolorido, desencontrado. Tu me fizeste sofrer: eu te perdoo.

Tu me fizeste amar o amor desgovernado, desmedido. Cuidadoso, cauteloso. Amei o azul… Tu me fizeste sofrer: eu não te perdoo. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

presença camuflada no boné

lágrima

Tristeza picada. Sorriso inquieto, voz travada. Questão resolvida. Outras corretas questões presentes. Importante energia. Necessária.

Por que se esgueirar? Enterrar passado… Passado necessário: não amputação. Também eu me perco. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019

 

 

 

estrangulamento

Esta memória (redução de pena/ punição) estremece a alma. Penso: o mal, o mal: o honesto, honesto. O justo, injusto. O particular /o coletivo se estrangula… E vai se escoando num particular de ganância! E o planeta sobrevive… Crime, violência roubo/espoliação, morte na carência, impunidade e vergonha.

E.M.B.Mattos – abril de 2019

Dor do corpo e dor da ideia marcam forte, ia-voava reto tão forte como todo o amor e raiva de ódio. Vai mar…

“Conforme pensei em Diadorim. Só pensava era nele.[…] Com meu amigo Diadorim me abraçava, sentimento meu voava reto para ele…  Ai, arre, mas: que esta minha boca não tem ordem nenhuma.[…] Dor de copo e dor de ideia marcam forte, tão forte como o todo amor e raiva e ódio. Vai mar…[…] o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.” Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas

Quero de volta as minhas janelas para o mar… Quero de volta tua fala, teu olhar, teu beijo de ontem. O abraço de hoje. Eu te quero de volta para ficar… E nunca sei como te explicar. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018 – Tu levaste contigo os amores passados. Por que não te deixas ficar tranquilo nos meus braços? Eu quero! Eu quero que fiques, meu querido! Elizabeth M.B. Mattos

Quero de volta as janelas por onde o mar se debruçava esmeralda. Quero te abraçar pelas costas. Se vens me ver e me dizer/falar, não te deixo ir, nem voltar… lembras quando eras tu e eu?

deixa eu sentir

Antes de escrever, deixa eu sentir.

Estranho este pensar

Assim mesmo és tu: violão, doçura e tanta voz!

Movimento, os cães!

Sem imagem, sem rodoviária, sem voz.

Será que gostas de ervilhas?

Será que existes? Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019

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luz da lua

Voz, certeza, amontoado de jeito tão ele! …próprio de amar o amor. Teu olhar conversador!

Como escandaliza cimento em excesso: árvores secas. Descaso e preguiça! Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2019 – Torres

PASCOAAAAAAAA