aceitar

Temos que aceitar a nossa existência em toda a plenitude possível; tudo, inclusive o inaudito, deve ficar possível dentro dela. No fundo, só essa coragem nos é exigida: a de sermos corajosos em face do estranho, do maravilhoso, e do inexplicável que se nos pode defrontar. Por se terem os homens revelado covardes neste sentido, foi a vida prejudicada imensamente. As experiências a que dá o nome de ‘aparecimento’, todo o pretenso mundo ‘sobrenatural’, a morte, todas essas coisas tão próximas de nós têm sido tão excluídas da vida, por uma defensiva cotidiana, que os sentidos com os quais as poderíamos aferrar se atrofiam. Nem falo em Deus. Mas a ânsia em face do inesclarecível não empobreceu apenas a existência do indivíduo, como também as relações de homem para homem, que por assim dizer foram retiradas do leito de um rio de possibilidades infindas para ficarem num ermo lugar de praia, fora dos acontecimentos. Não é apenas a preguiça que faz as relações humanas se repetirem numa tão indizível monotonia em cada caso; é também o medo de algum acontecimento novo, incalculável, frente ao qual não nos sentimos bastante fortes. Somente quem está preparado para tudo, quem não exclui nada, nem mesmo o mais enigmático, poderá viver sua relação com outrem como algo de vivo e ir até o fundo de sua própria existência. Se imaginarmos a existência do indivíduo como um quarto mais ou menos amplo, veremos que a maioria não conhece senão um canto do seu quarto, um vão de janela, uma lista por onde passeiam o tempo todo, para assim possuir certa segurança.” (p.66-67) Rainer Maria Rilke Cartas a um jovem poeta – tradução de Paulo Rónai – Nona Edição – Editora Globo

 

vida por escrito

uma distração da memória repleta até a borda de bobagens, de felicidades insignificantes

Jorge Semprun – A ESCRITA OU A VIDA

A beleza atrapalhou. Exigências e vagares. Não me permitiram chegar …, e a docilidade foi me abafando.  A vida tem ritmo próprio. Desejo fervente agitado e transgressor. O outro lado outra margem, mais bonita. Tantas vezes o mesmo tema. Engolida pelo hábito metódico da quietude. A melhor e a mais solitária das posições.

Não posso nada. Não posso mudar nada; nem posso te tocar. Aquieta coração. Varre a vida desta ventania, aceita a sanção. Castigo ou recompensa, não sei bem ao certo. Tempestade.

Subo os degraus. Na mansarda, o contador. Ambição disfarçada. Menino achado, homem poderoso. Exige atento o meu silêncio.

Árvores pássaros. Magia na água do lago. Portões fechados escurecem o verde que preciso / quero / desejo. Estórias: menino pobre virou rei, menina pobre princesa. Não mais menino, nem menina. As condições primeiras parecem coladas na alma. Escrever é o espelho. Seguramente enxergo/vejo por nebulosidade meteorológica. Não tenho certeza de poder ficar sem te escrever (confesso), ou deixar de te pensar sem ver – te. Não tenho em mim teu corpo, nem o cheiro. Nas mãos o som da voz. Enxergo teu corpo pesado caminhando nu pela casa. Vejo risadas. Xícaras sem pires, manchas de café na toalha. Tua piada amassada no bolo com chocolate, no pão doce recheado de passas e frutas secas. Os dedos melados. Busco os nexos. Estou a escavar para acordar à vida. Dizer/explicar que um amor não anula outro amor. Volto a ladainha do tempo: a história toda de tempo e o tempo das estórias que não sei contar. Cronometro lucidez. A linearidade dos fatos não se ajusta na minha atenção. Internamente tenho tudo em desordem. Caminho por fragmentos. Constato que és tu o meu espelho, com tempo, sem tempo. Estás perto, ao alcance, preso neste jogo.

Talvez eu não compreenda o que me faz procurar / buscar, por anos e anos o nome/ alguém que ficou para trás. Nunca estarei pronta para resgatar os vinte anos, tanto o desejo! Lamento o medo paralisante / ou a audácia. Vejo/ sei do abismo do desejo. Do medo de sair de dentro de mim mesma (tens razão ao dizer que as respostas estão comigo). Ter 50 anos ou ter 70 anos não é tão terrível, nem 80 há de ser, mas estar longe distante longe mesmo do que importa, um enigma. Elizabeth M.B. Mattos / Beth Mattos ainda. Abril de 2018 – Torres

RETORNANDO A ELIZABETH

BIZARRO

Fragmento de uma vida também escrita, também vivida.

Como a tua.

mimo ou, pequena alegria

Do tempo que estive no internato ter um quarto (cela) perfeito; o exclusivo num enorme dormitório onde as vinte e quatro, ou eram vinte e cinco internas, dormiam. Muito pouco nos separava. Penso que esta questão do particular e da independência se fecha com o exclusivo interior de ser eu para mim mesma. Era obediente (ainda sou embora transgredir possa ser uma tentação contínua), seguia regras. Aceitava limites: eu era eu com o que imaginava ser eu. Fiz amizade com Madre Maris Stella que, pouca adaptada ao Rio Grande do Sul, colava em mim a identidade paulista. As cartas reafirmam esta origem cosmopolita que ela me emprestava. E cúmplices, muitas vezes, passei as horas do chamado Recreio Grande enfiada no meu quartinho a ler e a escrever infindável diário. Na contramão do permitido. O recreio da noite com música, e quase sempre festivo, eu gostava. E nós dançávamos. Gostava do café da manhã, das missas gregorianas que não eram obrigatórias. Para mim o ritual fortificava meu dia: arrumar a cama e descer para o culto. Sempre gostei de acordar cedo. Janela aberta inverno e verão. Natureza e temperança. Eu me sentia integrada. Estremece o prazer desta memória o enxoval: aventais vestidos, blusas comportadas, fitas que nos identificavam por série/ nível de estudo. Comecei usando a fita azul. Ginásio. O grande encantamento, as camisolas de cambraia ou linho com rendas inglesas: mimo da minha mãe. O meu pequeno luxo de menina. Viver tinha o sabor da liberdade. Não entendo bem, ou não tenho a resposta certa para tanta harmonia. Eu sentia. Gostava das caminhadas entre os pavilhões, da jardinagem, detestava a costura, mas as aulas de culinária me ensinaram o básico. E as aulas de piano intermináveis, inúteis. Apenas sei solfejar.  Nem o violão, nem o piano corrigiram o desafinado, mesmo assim o prazer da música se acomodou no melhor lugar dentro de mim. Os livros também. Escrever era oficio ingrato, nunca fui boa aluna. E as capas coloridas de caderno -diário começaram a ter número.  Fico a imaginar o que me atraia para pensamentos intimistas e confidenciais. Não sei. Somos tão iguais como seres humanos, uma história que se altera agarrada numa audácia ou numa tristeza, mas quase sempre a mesma com algum nenhum ou pouco evento a destacar. Herói heroína se veste com particularidade de sonho espevitado. O meu era singular singelo: encontrar grande amor e filhos e jardim e quintal.  Naquele tempo desconhecia a magia de morar perto do mar. Na escola os retiros com Frei Celso, ainda lembro. Confissão comunhão. Convicção e alegria. Também fazíamos trabalho social. Voluntário. As aulas matinais do currículo eram obrigatórias, mas todas as outras atividades, opção. Escolher, mesmo no melhor dos mundos possíveis [1], um exercício diário.

Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018 – Torres

Referência a novela de Voltaire. “Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Google

  1. Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.
    Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal.
    Cândido ou o Otimismo é um retrato satírico de seu tempo. Escrito em 1758, situa o leitor entre fatos históricos como o terremoto que arrasou Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), enquanto critica com bom-humor as regalias da nobreza, a intolerância religiosa e os absurdos da Santa Inquisição. Já o caricato mestre Pangloss é uma representação sarcástica da filosofia otimista do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716).
    Antecipando o sucesso desbragado e a carreira de escândalo do livro, Voltaire, pseudônimo de François-Marie Arouet, assinou a obra com o enigmático Sr. Doutor Ralph.
    P.S. Este abril com características de verão desdobra o tempo de ser eu comigo outra vez, esta coisa de rir e sonhar/ ou acreditar. E lá estou a ordenar, rever/ reler e voltar ou antecipar o amor amado. Não é saudade, porque ele sempre é nas suas tantas faces uma volta e uma ida. Ilustro:
    “Escrevo-te de pé, no correio, num fim de manhã de sábado e com pressa por 3 razões: 1) para que seja despachada hoje mesmo esta carta;2) para que chegue às tuas mãos; 3) para que te alegres e essa alegria ponha a prova o que me dizes sempre: ‘tuas cartas me alegram’. Como vês, escrevo –te só para te pôr à prova. Nosso amor não necessita desses exames periódicos, muito menos via postal. Mas a tua alegria sim. Temo que minha presença em tua vida tenha decepado (em parte) a alegria inata que extravasavas quando te conheci em agosto de 1994. São quase dois anos de desprendimento do otimismo quase Dr. Pangloss típico da Beth. Comigo, comigo ao teu lado, em parte perdeste a ingenuidade de te sentires feliz em tudo, até na desgraça. OU principalmente na desgraça. Mais que ‘ingenuidade’, devia ter escrito ‘inocência’, que é um estado de pureza absoluta […] comigo deixaste de ser a Beth e viraste Elizabeth […] ” 

    CONECTADOS DOIS SEMPRE DOISCONECTADOS sempre

    Uma velha carta que cruza uma ideia pensada hoje num rodopio de lembranças da Beth/ Elizabeth do tempo do internato do nosso ginásio …, esta alegria visceral mora comigo apesar dos pesares.

memória estranha

Esta memória espanta o amanhã. Apaga tua voz. E eu te gosto tanto!

Confesso: minha cabeça/ memória está cheia de furos/ buracos brancos, mas eu me esforço para voltar no ontem, no antes de ontem para encontrar o que perdi. Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018

Palavras soltas

1.

“Para Beth

Há outras coisas boas e lindas a ver na cidade neste sábado ventoso de setembro de 1962. O jovem pintor Iberê Camargo pintando carretéis e anda por aí expondo suas cores. É um sujeito engraçado. Gostamos um do outro à primeira vista. Deu – me um quadro. Diz que é suprema honra, pois ele não costuma doar quadro algum, segundo sua mulher, Maria Couseirat. Mas desde já tenho pressentimentos maus. Não com o Iberê. Comigo mesmo. Vejo o quadro despedaçado, os carretéis desfeitos, a moldura cortada na sala de torturas no quartel do Exército, no Rio de Janeiro, na rua Barão de Mesquita. Premonição. Sonho. Fantasia ou êxtase, vejo meu quadro roubado, desfeito por gente que me odeia. Ainda não sei que me odeias, e hoje, neste sábado só sei do vento ventoso quase tipo ventania junto ao qual leio de vindas pelo correio de longe. Todas trazem deste futuro distante de 1994, que visto e sentido desde 1962, perdoe – me, inatingível.

Afinal, a que cinema vamos? Olha o programa no Cacique. Prefiro igualdade de condições. Mas venta um filme francês ou italiano. Ou o sueco Igmar Bergman. Aquele japonês que vi no Clube de Cinema, o Kurosawa não anda em cartaz? Saímos para ir ao cinema, dizem que no futuro, talvez após o ano 2000 as pessoas estarão permanentemente em casa fazendo amor e vendo filmes num aparelho que está por ser inventado, em que o cinema se leve debaixo do braço, ou compra ou se aluga no botequim ou armazém da esquina. Se vê e se devolve. Se inventarem esta coisa será o cinema sem graça, pois não vamos poder tu e eu marcar encontro à porta do Ritz ou do Cacique. Até lá beijos neste post escriptum” F.H.T.

2.

Gorda amada, [ …] ao correr da máquina espalho minha saudade pra te pedir que me esperes com a paciência que talvez já não tenhas. Dia a dia sou forçado a adiar a partida para a manhã seguinte. Mas nada por desídia ou desleixo, mas só porque o quotidiano é feito de ínfimas bobagens ditadas pela burocracia que me amarra aqui. Sinto-te comigo, ao meu lado. Até o frio do apartamento da José Picoral me passa e perpassa pelo corpo. Gélido abraço nele recebi na primeira vez que cheguei, ainda que fosse o aperto mais aquecido de minha vida. A culpa é da falta de uma salamandra que esperava te levar pessoalmente no começo deste inverno e fazer instalá – la aí para dar um toque campônio ao apartamento. Chegarei ainda, em tempo, e, desde já, poderias ver com algum especialista aí como instalar a salamandra, por onde sair a chaminé, qual o material da tubulação, além de todos os etecéteres possíveis e necessários para que esse aparelho com nome que lembra bicho do mato aí funcione e nos aqueça. Sugiro que tentes ver aquele assunto do passaporte, que tempos atrás, anunciava – se que se poderia pedir e receber pelo correio (sim, pelo correio). Para evitar eventuais demoras no caso de que te convidem a viajar, tenta pelo menos ver qual a documentação exigida, como tramitá – la, onde e qual prazo para tudo solucionar – se. Sei que esperavas uma cartinha fac-símile e amorosa nesta estreia do aparelho. Mas não há nada mais poético do que as coisas reais e concretas. Adoro a poesia de um abraço, de um beijo amoroso e apaixonado, ou a paixão de um prato bem servido ou o perfume da boa cozinha. Poesia concreta mesmo. Não aquela que assim foi chamada, mas nada concretizou e tão só “concretou”. Aquela era poesia “ de concreto”. A nossa, poesia concreta. A do abraço, do aperto, do afago. A poesia que tuas cartas descrevem com nitidez, profundidade e extrema beleza. A poesia irreprodutível numa cartinha fac-símile quase pública. Acho que só conseguirei chegar aí no final do mês, ou início de julho. Irei de carro. Aviso-te com exatidão nos próximos dias.” F.H.T.

Em arrumações, encontros. Abril de 2018 – E.M.B.Mattos

beber o café

Textos emocionados, agarrados nas palavras. Troco de pele, de sentimento, rejuvenesço. Envelheço. Surpreendo meu desejo com novo amor sacudido por um vento que sopra tão perto, e tão medroso. A minha audácia se esconde inquieta. O meu pecado é cair na amorosidade. No desejo contínuo de me encontrar, no outro. Não faz sentido. Infantil de menina. Estranho amadurecer … Arruíno o tempo/ a hora de te encontrar. Elizabeth M.B.Mattos – abril 2018 – Torres

 

Palavras sobre Palavras

Luís Carlos Carpim

As palavras têm poder. No princípio era o verbo, diziam os hebreus. Por esta indicação, vê-se que o verbum era imaterial, mas gerava matéria. Popularizado, o verbum seria parabola e derivaria em palavra, uma realidade capaz de atuar tanto sobre a luz quanto sobre as sombras. Dito de outra forma, a palavra tanto produziria uma declaração de amor quanto uma proclamação de guerra.

Humanas, demasiadamente humanas, as palavras dizem o que querem, mas também querem o que não dizem. Há, portanto, palavras para todas as ocasiões.

Em Elizabeth Menna Barreto Mattos, as palavras constituem um bailado. Não necessariamente, e não apenas, aquele movimento ritmado, que dá forma ao silêncio ou se eleva com a música. Não, trata-se também do pállõ com que os gregos agitavam, meneavam, oscilavam, saltavam ou conduziam.

Desapego da coisa pode ser fácil, mas da palavra, do sentimento, não consigo (2012), diz a autora do blog Amoras Azuis. Aqui, feixes de palavras, por vezes lentamente, por vezes impetuosamente, saltam da amorosidade à angústia, do tédio à euforia, da dúvida à afirmação, do fim ao começo, como se devessem cumprir um ritual: anunciar.

Mas Elizabeth não se desvenda num feixe de palavras. Revela-se um pouco mais no outro, no outro e no outro, fazendo das palavras essências surpreendentes, ambíguas como o enigma, que por ironia desaparece no exato momento em que, ilusoriamente, pensa-se dado ao conhecimento. Totalidades com som e significado, até mesmo quando surgem em frases curtas podem ser tão eloquentes quanto um solene e prolongado discurso.

Ela sabe que palavras podem atrair, seduzir ou fascinar. E as usa de forma sincera e transparente, com a engenhosidade de quem sabe que continua dúbia e incerta.

Em Elizabeth Menna Barreto Mattos, as palavras estão onde devem estar e onde já não podem fazer quase nada, pois ela deixa quase latente que também existe palavra para conceituar o que é fatal e que, exatamente por esta razão, não pode ser detido por nenhuma palavra. São humanas, enfim. Demasiadamente humanas. (Maio, 2017)

insegura

Hora minuto dia, e súbito, insegurança. Penso questiono, ou me surpreendo. Tomada pelo sentimento oscilo. Um passo a frente, cinco passos de recuo. Não é apenas o outro, mas eu mesma no balanço … Como se viver ou ser, ou seguir precisasse aprovação aplauso ou certeza. Medo da caminhada eu comigo. Escorrego. Espero/quero o todo/ o inteiro, mas são fatias … Também sou assim aos pedaços, inusitada …  Igual te mando um beijo. Elizabeth M.B.Mattos – abril de 2018 – Torreso cartão amoroso em tons de azul

Cartonado:  Carmélio Cruz

o jogo

Desci num planeta populoso. Música sol vozes imagens, gente entusiasmada.

Ninguém se importa / questiona viagem ou ausência. Relação de gentileza inusitada. Afinidade obscura interior mesmo sendo iluminada com palavras. A cada ser humano uma costura diferente: ponto cruz aberto. Fenda, bolso, prega. Violão piano violino.

Cinzento o céu. O vento destelha minha casa. Tropeço na ideia – fantasia de voar.

Arranco os panos que me cobrem, deixo cair a vergonha. Fecho a porta, a janela amanhece escancarada. Meninas cinzas espiam. Não pode ser sempre tecnicolor. Há um fio azul a segurar o céu e outro cheio de vermelho e amarelo. Não sei com qual cor amarro meu desejo? Elizabeth M.B. Mattos – abril de 2018

 

GRIFFIN and SABINE

Estou convencido de que temos que seguir em frente, até descobrirmos por que isso está acontecendo conosco.”

Você acha que estamos separados para o resto da vida, cada um impossibilitado de existir na presença do outro?” Griffin

Se resolvermos nosso problema, ganharemos um ao outro como recompensa.”Sabine